:: 5 meses ::

 

Pouco mais de 5 meses se passaram desde que perdi papy e tudo ainda parece estranho. Não consigo imaginar que o perdi – o meu cérebro não aceita esta palavra – sinto que ele fez uma viagem e que numa hora ou em outra, ele vai voltar, com as mãos cheias de sacolas – ele SEMPRE trazia alguma coisa pra gente, ou alguma comida que eu pedia. Ontem, fui ao mercado com maridón fazer compras e, na em que peguei as pêras, foi inevitável não pensar nele. Eu comprava pêras para ele todas as semanas, entre tantas internações. Era uma das poucas coisas que ele ainda conseguia comer. Nesta hora, entendo que ele NUNCA mais vai voltar e meu coração se enche de tristeza e dor. Minha tristeza aumenta mais ainda quando a minha vó diz que a vida não tem mais sentido e que ela só quer saber de morrer. Isso me dói mais do que qualquer outra coisa, pois a coisa que meu pai mais queria neste mundo era VIVER, e apesar da luta ter sido difícil, ele nunca perdeu a esperança, acho que apenas não imaginava o quanto eta doença era agressiva e rápida. Não sei o que fazer com relação a minha avó. Por enquanto, estou de mãos atadas, pois não posso visitá-la por conta do trabalho. Imagino que a dor dela seja maior, afinal a lógica da vida são os pais irem antes dos filhos. E, para piorar, meu avô também está super mal, com câncer metástico e só dorme o dia inteiro. Às vezes acho a vida tão injusta. Perdi os meus pais em um período de 4 anos. Pensei que o sofrimento fosse parar, que esta família já havia acertado as contas com Deus, mas não. Acho que não existem limites.

:: Chove, chuva ::

 

Ontem foi a festa de despedida de uma pessoa muito querida aqui no trabalho. Ela é super legal, meiga, tinha a maior paciência deste mundo em me ensinar, e ela se foi. Fico muito feliz por ela e torço para que tudo dê certo, pois ela é uma garota muito especial. Impressionante o quanto ela é querida. Quando saí da Prefeitura, depois de quase 6 anos, nem me deram um “tchauzinho”. E olha que eu era “ninja” lá. Resolvia todos os pepinos possíveis e inimagináveis. Às vezes penso que eu não tenho esse ímã de atrair as pessoas – não faço amizade fácil, muito ao contrário, e sou extremamente tímida. Admiro as pessoas capazes de atrair às outras. Pelo menos sei que essa amizade que fiz em tão pouco tempo, foi verdadeira.

Ontem, depois de 2 dias sem chuva, choveu em Sampa. Na hora do almoço, nas ruas do Centro teve Carnaval de rua – um bloco comemorando o aumento da licença maternidade de 5 para 6 meses.

Ultimamente nem tenho acompanhado o que se passa no mundo. Estou completamente por fora de tudo.

Feriadão super prolongado chegando. Vou pra praia, Santos me espera. Volto na quarta-feira.

Beijos pros que ficam

 

:: All I need is TIME ::

 

Completamente sem tempo pra nada. Absolutamente NADA. Começaram as aulas, aqui no trabalho aconteceram algumas coisas que me deixaram mega-chateada e com vontade de ter “Um dia de fúria” (adoro este filme).

Todos os finais de semana, tem alguma pendência para resolver, principalmente “pepinos” da casa – tudo é muito caro, tudo é muito “engessado” (demorado) e acaba o final de semana e nem descanso direito.

Final de semana, fizemos a Trilha da Pedra Grande, na Serra da Cantareira. Esta foi a primeira trilha que fiz com o meu namorido, quando nos conhecemos. Levamos a minha irmã para subir os quase 5 km. Como é uma trilha em asfalto, ela é leve, e no caminho, eram tantas borboletas que eu dizia simplesmente que está chovendo borboletas!

Chegando lá em cima, fizemos um picnic, deitamos na grama e ficamos imaginando desenhos nas nuvens. A gente via cada coisa engraçada. Isso me fez voltar no tempo, à época em que eu achava que quando chovia, era porque Deus “estava” bravo com a gente.

Acho que não comentei que moro praticamente “colada” a uma escola de samba? Pois é, nas primeiras semanas, achava o máximo, mas hoje em dia, a minha vontade é de jogar uma bomba caseira na quadra da escola. Domingo, quase á meia-noite, o ensaio foi no meio da rua, com direito a voltas pelo quarteirão. E eu com as minhas crises “nervosas” de enxaqueca, to pedindo pelamordedeus por alguns míseros minutos de sossego, coisa que sei que só vai terminar depois que a campeã do Carnaval de Sampa for anunciada. EU MEREÇO!!!

:: Chá Bar ::

 

Tive um chá bar surpresa. Meu marido me enganou dizendo que íamos jantar com os pais deles. Nisso, passei o dia ligando pra minha irmã, pois eu queria muito que ela fosse – e nada dela atender. Eu já pensando que ela foi seqüestrada-morta-jogada-num-barranco-queimada, etc. Chegando na casa dos pais deles, tudo escuro, e na hora que abro a porta – tinha mais de 50 pessoas, amigos muito queridos nosso, e a “cachorra” da minha irmã.

A festa foi demais, ri muito e quase não conseguia acertar o que escondia cada embrulho. E dá-lhe mico, como dançar na boquinha da garrafa, segurar o tchan, dança do maxixe, disso pra baixo. A minha irmã fez um álbum de scrapbooking lindo pra mim e meus amigos queridos deixaram tantas mensagens lindas. A festa foi demais, e ainda teve um mini-casamento. Enfim, em 2 meses tive 3 festas completamente planejadas e executadas por pessoas maravilhosas e em nenhum momento eu suspeitei de absolutamente nada. Será que eu sou tão “tonta” assim? Rs

Já estamos no apartamento, nos adaptando devagar...ao lugar, ao fato de ser a primeira vez que saio de casa, mas estou amando. Depois tiro fotos decentes e posto aqui.

 

:: Curitiba II ::

 

O passeio de trem de Curitiba até Morretes acaba tomando o dia todo, já que são mais de três horas de viagem. Mas a recompensa é a cidade de Morretes, que é uma graça, cheia de restaurantes e lojinhas de decoração – lojinhas nas quais eu passava mal em ver tanta coisa linda e não poder comprá-las. Como não voltamos de trem (dá para imaginar o porquê!! $$) retornamos de ônibus para Curitiba. Caso vc volte de ônibus, prefira que ele faça o caminho de volta passando pela Estrada da Graciosa. Pelo nome, já da para imaginar né? Nos entornos desta Estrada, cercada de hortênsias (será que é assim que se escreve?) e pequenas cachoeiras, a estrada é em paralelepípedo, o que lhe confere um charme à parte. Dormi o caminho inteiro, andar de trem cansa um pouco. De noite, fomos ao Jardim Botânico tirar fotos noturnas. Tava um frio do cão, mas valeu à pena cada clique, o Jardim Botânico é tão charmoso que eu não me cansava de fotografá-lo de todos os ângulos. Acho que este lugar foi o maior presente que tive. Depois tentamos ir ao Café Mafalda (um café feito em homenagem à personagem Mafalda, de Quino, que eu tanto amo), mas estava fechado. Procuramos também a Ópera de Arame, e por acaso achamos o “olho” – Museu Oscar Niemeyer. Grandioso, imponente e diferente. É isso o que eu posso dizer sobre as obras de Niemeyer. Embora muita gente torça o nariz pra ele, eu acho a obra dele admirável. Meu noivorido acha que o Niemeyer se apóia em uma equipe “top” para conseguir executar as “doideras” que ele desenha. Não deixa de ter uma certa razão.

 

  

 

Bom, depois eu continuo falando de Curitiba. Amanhã é o churrasco de despedida da minha amiga Gi. To triste e ao mesmo tempo feliz por ela, é uma oportunidade incrível, e também eu poderei visitá-la lá na Rep. Dominicana.

E domingo, me mudarei para o apartamento novo. Quando ele tiver “fotografável” colocarei umas fotos aqui. Desejem-me boa sorte!!

:: Curitiba ::

 

Passei o Ano Novo em uma cidade maravilhosa: Curitiba. Foi amor à primeira vista – cidade limpíssima e com jardins tão bem cuidados e floridos, que nem parecia que estava no Brasil. Quando lembrava de Sampa então é que batia uma tristeza.

     

Curitiba tem uma ótima qualidade de vida, muito, mas muito verde, as ruas em geral são limpas e bem cuidadas os jardins caprichosos, porém a única falha, na minha opinião, mas certamente eu posso estar enganada, é a falta de padarias e vida noturna (restaurantes, cafés, etc). Uma noite, procuramos uma “padoca” para jantar (temos o costume, pelo menos em Sampa, de comer em padarias enormes, que tem de tudo) e não encontramos uma, na verdade encontramos no bairro do Betel, pequeniníssima e sem muitas opções.

A cidade não tem linha de trem ou de metrô, então é muito bem servida de ônibus integrados e divididos conforme os bairros e hospitais. O povo é de uma simpatia sem limites e adoro o jeitinho meio que “cantado” de falar, principalmente a entonação que dão às vogais...muito fofo!

Chegamos na quinta-feira à tarde, e mal chegamos ao hotel e fomos à Estação Rodoferroviária comprar os tíquetes para o passeio de trem turístico que vai de Curitiba a Paranaguá (fomos até Morretes). O preço da passagem é ultra salgado R$ 62,00 somente a ida na classe turística. O percurso Curitiba-Morretes é lindo, pura natureza, canyons, paredões de hotências e manacás da serra – um colírio para os olhos. Passamos um frio do cão – nunca subestime as temperaturas do Sul. Fiquei maravilhada com a beleza do lugar, com a história e é uma pena que a câmera não registra realmente o que os nossos olhos vêem – é indescritível!

 

Depois volto e conto mais detalhes.

:: Último post do ano ::

 

Como este ano foi difícil para mim – fiquei desempregada, perdi o meu pai, arrumei um emprego maravilhoso e até um “noivorido”. Amanhã  trabalho e depois vou viajar com o meu noivorido, nem me pergunte para aonde, pois ele resolveu me fazer uma surpresa e eu estou adorando ficar cogitando pra onde diabos eu vou. O apartamento agora está começando a ficar com a nossa cara – já colocamos as luminárias, já chegaram alguns móveis, a televisão já chegou (eu ainda acho que exagerei no tamanho!!). Meu sobrinho-mais-lindo-deste-mundo está passando uns dias com a gente, pena que eu não possa passar muito tempo com ele. Fui visitar a minha melhor amiga, a Gi, que vai me abandonar e vai morar na República Dominicana – e saí de lá com um netbook vindo diretamente do Panamá. Vou sentir tanta falta da minha amiga que nem sei. Já disse pra ela para preparar uma caminha ou uma rede pq com certeza eu irei visitá-la.

 

Bom, eu desejo um FELIZ ANO NOVO para todo mundo que aparece aqui de vez em quando. Ano que vem, tentarei escrever com mais freqüência. PROMETO!! Bobo

:: Time machine ::

 

Eu queria ter uma máquina do tempo que fizesse com que eu tivesse mais tempo. Tantas coisas aconteceram nestes últimos dois meses – como DUAS festas de aniversário, uma viagem maravilhosa, meu sobrinho-mais-lindo-do-mundo aqui perto de mim, fui pedida em casamento de uma forma completamente inesperada, a compra de um carro lindinho e grande e a delícia que é mobiliar um apartamento novinho em folha. Resumindo, os meus finais de semana estão muito cansativos, mas muito prazerosos. Meu noivo tem um gosto muito refinado, assim como o meu, e o engraçado é que batemos o olho e pronto – não tem mais conversa. Na facul, já estou de férias, o trabalho está num ritmo alucinante. A única coisa ruim é que devido a essa vida louca, não tenho tido tempo para os meus amigos, nem sair para fotografar, nem nada. Ainda não tive tempo para olhar (e fotografar) a decoração de Natal da Paulista, do centro e do Ibira.

Ontem (ou foi anteontem) o impostômetro ultrapassou a marca de 1 trilhão de reais. Como trabalho praticamente em frente ao Páteo do Colégio, da janela vi a Rede “Glóbulo” em frente esperando o painel ultrapassar 1 trilhão. É muita grana, né? E não vejo destinação, nem tampouco melhoras na infra-estrutura, saúde, nada. Quando vejo o meu holerite e olho o quanto de dinheiro vai pro Governo, me dá vontade de chorar.

Em casa, nem montamos a árvore nem nada, ando meio triste, pois o meu pai era alucinado por toda a simbologia que o Natal representa para os católicos, comprava luzes, fazia a árvore de Natal, enchia a casa de coisas gostosas...prefiro nem começar a relembrar, senão vou ficar mais triste ainda. Essa magia que envolvia ele, se foi, e eu não consigo imaginar essa época tão feliz sem ele por aqui...

:: Melhor aniversário do mundo ::

 

Primeiramente, comemorei a minha estréia no grupo das “balzacas” de maneira muito especial: com uma viagem ao PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira) com a turma da trilha. Dormimos super mal, já que saímos na sexta à noite, às 22h e chegamos na pousada de madrugada, às 5h da manhã, sendo que às 7h já estávamos de pé para tomar o café e seguir para o Parque Estadual Turístico do Alto da Ribeira.

 

 

 

 

Sempre amei quando tinha excursão na escola e a gente fazia aquela zorra no ônibus – e foi exatamente isto que fizemos o tempo todo – uma verdadeira bagunça!

Chegamos em Petar em poucos minutos, e fomos fazer a Trilha do Betari – mais ou menos uns 8 km, somando a travessia pela caverna da Água Suja. A trilha foi muito legal – atravessamos rio segurando numa corda, subimos escadas, dentro da caverna, peguei água até o pescoço, me senti a Indiana Jones. O presente desta caminhada, com certeza é o ar puro, a natureza e as cachoeiras, que te faz pensar o quanto a natureza é um presente de Deus. Mafalda (minha câmera Nikon) agüentou tudo, até a travessia dentro da caverna com água até o pescoço. Estava com medo de levá-la e perdê-la, mas tenho que admitir que a minha câmera é demais.

Chegamos super cansados, jantamos, detonei o meu namorado no pingue-pongue (eu TINHA que ser boa em alguma coisa, né?) aí depois eu fui que nem uma boba na lojinha comprar lembranças, quando voltei a turma toda reunida a cantando parabéns com um bolo lindo (e delicioso), nesses momentos eu fico tão feliz e tão sem graça ao mesmo tempo...mas eu amei este dia foi memorável.

 

 

 

 

 

Depois o povo ainda tinha pique para experimentar uma bebida tradicional de Iporanga. Todo mundo bebeu o famoso “leite de onça”, eu não tive pique pra ir e fui dormir.

 

Um pequeno parênteses para explicar sobre o PETAR: “ O Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira é considerado uma das Unidades de Conservação mais importantes do mundo. Abriga a maior porção de Mata Atlântica preservada do Brasil e mais de 300 cavernas.É considerado hoje um patrimônio da humanidade, reconhecido pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).”

 

Depois escrevo mais sobre o segundo dia e o bóia-cross, que foi a coisa mais gostosa deste mundo!!

 

:: Simplesmente ::

 

A festa da Energia na VÉIA no Playcenter foi simplesmente DEMAIS. Muito melhor do que ano passado. A gente cantou e dançou muito, eu fui pela primeira (e última vez) em uma montanha russa e gritei tanto que não sei como a minha voz não acabou. Foi traumatizante!! O engraçado é que deu 3 da manhã e estávamos acabados, e viemos embora (a vida de baladas noturnas já foi há muito tempo!!). Eu sou completamente musical, não fico um dia sem ouvir música, saio de casa e já coloco os fones de ouvidos e fico “no meu mundinho”. Agora, na contagem regressiva para ir ao PETAR, conhecer cavernas, fazer bóia-cross e, mais importante, passar o meu aniversário com o pessoal da trilha.

E essa música do Skank não me sai da cabeça:

 

Sutilmente – Skank

 

“E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti...”

 

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