Estou me sentindo assim...a alegria foi embora tão rápido quanto surgiu, e agora a maré ruim veio pra ficar – é uma “zica atrás da outra”. Às vezes sinto como eu se fosse uma marionete, aqueles bonequinhos que você usa como e quando quer e depois descarta. As situações no serviço, na facul, e até em casa mostram que eu sou uma idiota. O mundo mudou, as pessoas estão jogando sujo o tempo todo e a minha forma de agir não condiz com a realidade. Eu acho que sou um extraterrestre, não é possível! Este mundo não é para mim, realmente. Não consigo agir como a maioria das pessoas, não consigo enganar, puxar o tapete de ninguém, ser insensível às coisas que vejo. Sou extremamente eficiente naquilo que faço, mas isso nunca será o suficiente porque isso não importa. O que eu posso fazer, se eu fui criada assim?
Esta semana cruzei com tantos “bixos” pelas ruas, metrôs e barzinhos perto de casa (moro perto da Usp Leste). Os jovens todos pintados, alguns fazendo pedágios nos faróis e lembrei de dois episódios que aconteceram comigo há muito tempo.
1° Episódio – Passei no vestibular da Unicamp, em 1999 e fui até Campinas fazer a matrícula. Era a primeira vez que fazia uma viagem relativamente longa e sozinha. Chegando lá, fiz a matrícula tranqüila, na saída, os veteranos iam pegando os bixos um a um e amarrando pelas mãos e pelos pés, colocando em fila indiana e fazendo a gente andar até o bar mais próximo. Fiz um draminha básico, dizendo que tinha que voltar pra casa no mesmo dia e eles me liberaram. Mas foi tão legal.
2° Episódio – Quando passei na Fatec, no mesmo ano, no primeiro dia de aula, a tonta apareceu cheia de cadernos na entrada da facul (nunca levem cadernos no 1° dia de aula). Os veteranos me viram (bah!) e correram atrás de mim. Como eu tinha feito técnico na Etesp, que é dentro da Fatec, eu conhecia bem as dependências da facul então corri que nem uma doida e saí por uma das muitas saídas da Fatec. Corri até a Estação Tiradentes, passei a catraca e dei banana pros “veteranos”. Foi muito engraçado, eles ficaram possessos, mas não iam deixar de fazer o pedágio por causa de um bixo (eu).
Acho legal o trote, mas ele deve ser aceito pelo “bixo”, acho que nada deve ser forçado, porque aí perde a graça.
:: Happy ::
Ontem fiquei tão mal que não agüentei ir trabalhar, fiquei de molho o dia inteiro, com febre, coriza, tosse e super mal-humorada.
Hoje acordei melhorzinha, continuo tossindo e estou com uma voz de “bode roco” que dá até vergonha de abrir a boca. Mas, sei lá, acordei tão bem, não passei mal no metrô e nem no ônibus. É engraçado que essa sensação boa simplesmente vem sem explicação. Não aconteceu nada excepcional, trabalhei (muito), dei muita risada no serviço, ouvi música praticamente o dia inteiro (como eu gostei do meu celular novo). Coloquei algumas fotos no Flickr, to fazendo alguns álbuns sobre a viagem, aliás, tenho que passar os relatos para o meu blog.
Gente, estou amando a nova minissérie da Globo – Queridos amigos – demais, o que aguçou o meu interesse em acompanhar esta série é a trilha sonora (eu amo as músicas da época da ditadura, acho que foi o período mais criativo da Mpb), claro a minissérie não é só isso, é muito interessante o reencontro de tantas pessoas que tinham tanto em comum, depois de tanto tempo, de tantas mudanças. Escrevi hoje porque tenho certeza de que amanhã não vou conseguir aparecer por aqui, pois tenho tanto trabalho pra fazer...
Mas hoje estou muito feliz...
:: Flu ::
Na quinta-feira, fui avisada pelo meu “feeling” (as pessoas costumam chamar de pressentimento) que eu iria ficar doente. Então fui à farmácia e comprei um monte de remédios para gripe, chás e pastilhas. Minha irmã viu aquela parafernália toda e achou estranho. Na sexta, acordei com a garganta queimando, mas mesmo assim, fui trabalhar. Não pude voltar com o meu amigo e como não consigo encarar o metrô sozinha porque tenho medo de ter uma crise e não ter ninguém para me amparar, voltei de busão. Estava chovendo – e eu sem guarda-chuva – tomei chuva de montão na fila – até que uma alma caridosa me ofereceu um pedacinho de sua sombrinha para mim. Conclusão, sábado e domingo mal saí da cama, fiquei muito mal (eu ainda estou!). Tinha até planejado fazer algumas coisas, mas necas. Não fui pra facul, na verdade, acho que perdi o pique de estudar, sei lá...o desânimo tá grande, a vontade de ficar na cama, a indiferença e a falta de vontade de lutar contra essa vontade de nada que me domina...
:: Flashback::
A partir de hoje vou colocar algumas fotos que me trazem lembranças – não importa se são boas ou ruins – fotos que de alguma forma me fizeram refletir e transformar.
Eis a primeira
Essa foto foi feita no meu aniversário de 25 anos. A minha irmã fez o bolo da Mafalda e uma decoração linda. As minhas amigas estavam comigo, ganhei muitas coisas legais. Principalmente uma orquídea do my sweetie, foi neste aniversário em que eu comprei a minha primeira câmera digital (tão boa que uso até hoje!) estava menos deprimida e foi o último que passei com a minha mãe...se tivesse o poder de congelar este aniversário, eu o faria.
:: Insônia ::
Tenho que estar de pé às 6:00 da manhã, mas estou com uma insônia danada...e uma dor de cabeça desde de manhã...mas o dia de hoje até que rendeu.
No trabalho, o sistema estava caindo toda hora, inclusive a internet, então hoje praticamente não trabalhei e fiquei só no telefone. Liguei pra Kelly, pois ontem (13/02) foi aniversário dela. Combinamos de ir jogar boliche. Conversei com o Bixo mô tempão...ela ta preocupada com os meus “piripaques”...hehehe.
Saí do trabalho e fui ao Center Norte comemorar o aniversário da Kelly jogando boliche...sabe o que me dá raiva (quer dizer, um pouquinho de inveja por não ser tão boa quanto ela) – a Kelly joga a bola toda desengonçada e mira na canaleta e faz strike...eu tento que tento mirar a bola no meio da pista e ela escapa pela canaleta...
Jogamos 03 partidas e deu empate técnico – minha irmã ganhou uma, a Kelly ganhou outra e eu ganhei a última (quer dizer, a minha irmã é quem ganhou, mas eu joguei na vez dela e fiz 02 strikes...hohoho). Nos divertimos muito, demos muitas risadas com a palhaça da minha irmã fazendo “urucubaca” pra Kelly errar (e funcionou!). Cheguei em casa eram quase 23:00 e ainda fiquei no MSN conversando com a Kelly.
Abaixo algumas fotinhas:
Essa cara alegre foi quando fiz o meu primeiro (de muitos) strikes
Eu e a Kelly, no Bob's
K
elly
A palhaça da minha irmã
Vou fazer o peru pular
:: Don’t let the sun go down on me!! ::
Tenho tido muita dificuldade para dormir. Às vezes fico pensando se vale à pena levantar da cama e enfrentar mais um dia cheio de decepções. Estou desesperada por um comprimido que acabe com esta angústia “fora de controle”. O controle da minha vida e das minhas emoções parece que está concentrado em um único comprimido. E eu não o tenho.A síndrome do pânico instalou-se em mim depois da perda da minha mãe, que foi muito traumatizante e que até agora me causa muito sofrimento. A depressão sempre esteve presente em minha vida. Não faço idéia de quando surgiu ou se alguma vez ela tenha ficado quietinha dentro de mim. Fiz tratamento para a “doença da alma”, mas, pelo menos comigo, ele funcionou por um tempo e provocou muitos efeitos colaterais. A psiquiatra me recomendou terapia, mas sinceramente, não consigo acreditar neste método. Tenho lutado constantemente sem ajuda de remédios e não está funcionando. As crises voltaram com tudo e pegar ônibus e metrô são os grandes desafios do dia. Sinto falta de ar e um desespero mortal – tento controlar a respiração – às vezes funciona, outras não. Tenho medo de perder o controle numa dessas crises. Esta é a minha principal preocupação – o controle – pois chega uma situação em que o desespero é maior que o controle e é nesses momentos que ocorre o suicídio ou a tentativa...
Pronto, expus um pouco da minha experiência com a depressão e Síndrome do pânico...
:: Pula peru ::
Sexta-feira foi trash...vocês acreditam que eu caí da cadeira no trabalho? Não me perguntem como, mas eu fui que nem uma jaca...é engraçado que sempre que isso acontece, tenho ataque de riso e esqueço a dor. Sexta foi o último dia de trabalho da estagiária que trabalhava com a gente, ela é uma menina tão legal e alto-astral, que vai fazer muita falta...
Passei o fim de semana numa preguiça daquelas, disposição zero. Meu irmão deixou o XBOX 360 no meu quarto e eu e minha irmã passamos o final de semana jogando Sonic...muito bom...
Meu celular chegou, a câmera é uma porcaria, porém ele veio com memory stick e descarreguei um monte de músicas nele...Olha só a lista:
- Time after time – Cindy Lauper
- Foolish beat – Debbie Gibson
- Time of my life – Tema da música do filme Dirty dancing
- More than words – Extreme
- Linger – The cranberries
- Bohemian rapsody – Queen
- Take it away – Puddle of Mudd
- Stairway to heaven – Led Zeppelin
- I say a little prayer – Aretha Franklin
- Head over heals – Tears for fears
- Strange love triangle – New Order & Depeche mode
E por aí vai....
Sandrinha, muito obrigada pelo prêmio Amigos virtuais, saiba que a recíproca é verdadeira!
:: Sou uma (candidata) a doadora de medula! ::
Finalmente, depois de tanto planejar fui à Santa Casa, doei sangue e me cadastrei para ser doadora de medula. O procedimento é simples – preenche um formulário e colhe sangue – acho que qualquer coisa depois eles entram em contato. Passei pelo Instituto do Câncer, onde passei os momentos mais difíceis da minha vida, mas não dei nenhum xilique, me deu até uma saudade daquele lugar. Talvez porque quando estava lá com a minha mãe tinha tanta esperança de que ela fosse ficar boa, e também pelo fato de minha mãe ter sido muito, mas muito bem cuidada enquanto estivemos lá...sei lá, pensei que iria “surtar” e não surtei. Depois ainda fui trabalhar, pois tenho que colocar o serviço em dia. Como eu trabalhei – fiquei até as 19 hs e não consegui terminar o serviço. Quando voltei a trabalhar, já me jogaram o relatório indicativo do mês passado para eu fazer. Fala sério! Isso já era para estar pronto dia 31/01. É fogo ser importante (até parece!).
O meu celular, do nada se desmontou todinho. Quer dizer, eu o derrubei como tantas outras vezes, mas desta vez o flip ficou meio “torto”, e como sou maníaca com coisas “fora do lugar”, fui tentar arrumá-lo e o bicho ficou reto, mas começou a soltar peças, dar choques, até que simplesmente soltaram as duas partes. Resumindo, meu celular virou “pai-de-santo”, só recebe, já que não consigo abrir o flip para fazer ligações, pois cada vez que abro escapa alguma coisa ou tomo um choque na orelha. Tive que comprar (quer dizer, encomendei no Submarino) um celular meia-boca para não ficar sem comunicação, pois eu morreria. Mas é fogo quando essas coisas que não fazem parte do orçamento acontecem...já tinha planejado algumas coisas para fazer e vou deixar de fazê-las por causa disto... É frolicks.
:: Caçador de Pipas ::
Hoje tive a idéia de ir ao cinema, não imaginava que o shopping estaria tão abarrotado de pessoas. Fui com a minha honey sister e o meu sobrinho-mais-lindo, só que eles ficaram na livraria enquanto eu fui assistir ao filme O caçador de pipas. É exatamente igual ao livro, singelo e emocionante. Tocou um celular bem no meio da sessão que estava completamente lotada. O toque da música do Kill Bill me fez acreditar que era O MEU celular que estava tocando. E eu procurando que nem doida na bolsa – e nada. Havia esquecido o celular em casa. Isso raramente acontece, porque eu não vivo sem celular. É engraçado a dependência que a gente cria com determinadas coisas – não consigo imaginar a minha vida sem celular e internet. Somos reféns da tecnologia. Qualquer dia vou fazer um teste e ver por quanto tempo agüentaria ficar sem o céu celular perto.
Amanhã volto a trabalhar depois de quase 1 mês de férias. O meu sobrinho vai embora e eu já estou tristonha, pois sei que amanhã parte da alegria daqui de casa vai embora com o meu pequeno. Acabou a moleza, semana que vem começam as aulas na facul. Sobre o trabalho, não quero nem pensar no que me espera.
Voltei a falar com a minha amiga do colégio depois de quase 1 ano sem nos falarmos. Tenho que admitir que esse meu orgulho demasiado me atrapalha um pouco, mas eu tive que engoli-lo e pedir a minha amiga que me perdoasse. Sei que ela também errou, mas para que desperdiçar uma amizade tão antiga por tão pouco? Kelly saiba que fiquei feliz por retornarmos a nossa antiga amizade.
Agora estou com umas 4 semanas de leitura da revista Veja para colocar em dia, um livro maravilhoso chamado O demônio do meio – dia – Uma anatomia da depressão, de Andrew Solomon – o autor passou (e passa) por isto e o seu relato sobre a luta contra essa doença está ajudando a “me entender” melhor e a porcaria do Big Brother pra assistir. O programa é tão idiota e tosco, mas ao mesmo tempo é tão viciante...
:: Butantan ::
Consegui vencer a vontade de ficar na cama, foi uma luta intensa, mas eu venci. Fui ao Instituto Butantan visitar alguns parentes (eita piadinha sem graça!). Acho que fazia uns 3 ou 4 anos que eu não ia. Na verdade, o meu sobrinho-mais-lindo é quem teve a idéia e eu achei interessante ir olhar os répteis. No Instituto há 3 museus: o de Microbiologia, o das Cobras e o Museu do Instituto. É legal para quem gosta de cobras e que tem interesse em saber as diferenças entre cobras peçonhentas e não-peçonhentas. Fora isso, tem uma área arborizada boa para caminhadas. Depois fomos à FNAC, que eu tava morrendo de saudade. Fiquei ouvindo cd's...tinha um do Depeche mode moooito bom e outro do Pink Floyd excelente. Acabei levando um que eu queria há décadas - Keane, e outro que me faz lembrar da época em que eu vivia nas danceterias - Pet shop boys discography - que estava de R$50,00 por R$20,00. Dá para acreditar?? Depois de tanto tempo só ouvindo "arroxa", "forró" e genéricos, posso ouvir os meus rocks...como isso faz bem! A única coisa boa do Carnaval pra mim é emendar e não ir trabalhar...hehehehe.
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